OTIMIZAR LUCRO BRUTO

-Em cada setor, os produtos que dão maior margem de lucro devem ser elevados à categoria de produtos estratégicos, para serem gerenciados de forma especial e terem suas vendas aumentadas;

-Considerando-se que mercadorias sem condições de vendas nem sempre são indenizadas por fornecedores, é importante adotar-se uma forma de manutenção preventiva em relação aos equipamentos de frio, tanto câmaras frias quanto balcões congelados e resfriados, com verificação especial nos dias em que a loja está fechada;

-A carne, quando adquirida em carcaças, produz uma quebra, por ocasião de seu preparo e desosse. Esta quebra deve ser controlada, regularmente, tanto para acompanhar a produtividade de açougueiro(s) quanto para avaliar seu esquema de fornecimento;

-Se for seu caso, confira a quantidade e qualidade do sebo e dos ossos que estão sendo retirados da loja;

-Da mesma forma, ao fatiar queijos e embutidos, formam-se aparas que não podem ser vendidas normalmente nos fatiados. Porém, podem ser utilizados em produtos da padaria (pizzas, pastéis, crocantes, etc) ou vendidos para clientes especiais: pizzarias, restaurantes, etc. Porém, deve-se controlar este volume de aparas e calcular seu custo efetivo;

-As perdas em hortifrutigranjeiros também precisam ser acompanhadas diáriamente, pesando-se e valorizando aquilo que for posto no lixo. Deve-se relacionar com as compras e procurar reduzí-las com melhor qualidade e manipulação mais cuidadosa;

-Aliás, o lixo normal deve ser vistoriado, aleatóriamente, para verificar o que está saindo da loja;

-Em todos os setores, deve-se acompanhar com muito cuidado a qualidade e a quantidade das mercadorias entregues por fornecedores;

-Balanças no depósito e na área de vendas devem ser aferidas regularmente, não apenas por exigência do INMETRO mas também para evitarmos perdas;

-Da mesma forma, é preciso conferir preço de custo e de venda de tudo o que recebemos na loja: o primeiro deve corresponder ao pedido e o segundo deve estar de acordo com a margem que pretendemos operar;

-a retirada para consumo da própria loja (material de limpeza, de escritório, para refeitório, etc), deve ser controlada e registrada. Ao final do mes deve ser valorizada;

-Familiares do (s) proprietário(s) devem dar o exemplo e não retirar nenhum tipo de mercadoria sem passar pelo caixa e registrar a saída;

-Cheques, cartõs de crédito e débito, tíquetes ou convênios, devem ter normas para seu recebimento, de modo a preservar a empresa e diminuir suas perdas com isto. Funcionários do setor devem ser cientificados destas normas e colocarem seu visto em documento próprio;

-Para se evitar surpresas com “amigos do alheio” é conveniente não acumular valores na frente de loja. Deve-se estabelecer limites máximos e realizar “sangrias” de tempos em tempos;

-Toda mercadoria, do depósito ou da loja, que não passar pelos caixas e não se transformar em vendas, irá diminuir nosso Lucro Bruto. Portanto, devemos adotar procedimentos que limitem as oportunidades de furto, desvio, degustação não autorizada, quebras e manipulação indevida que diminua a vida útil do produto;

-As pesquisas de preços junto à concorrência não deve ser utilizada apenas para reduzir preços: é preciso identificar oportunidades também para subir preços;

-Nas atividades de promoção de vendas, é preciso lembrar que não é apenas o preço que estimula o consumidor: expor a mercadoria de forma criativa, destacada, ou degustar produtos de boa qualidade, adequados ao clima, ocasião, etc, também são iniciativas que funcionam;

-Mantenha-se informado sobre alterações tributárias que possam onerar/reduzir o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV);

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