O Que Não É Medido, Nem Compreendido, Não Será Gerenciado

A importância dos indicadores e dados na operação supermercadista

1) A Equação e a Dificuldade de Medição

Das três parcelas da nossa equação aritmética básica (VENDAS, DESPESAS e LUCRO BRUTO), a mais difícil de medir será o LUCRO BRUTO (LB) e a mais fácil serão as VENDAS. Por consequência, a medição do Resultado também será afetada por esta dificuldade em medir o LB, mas existe uma solução: O LBF.

2) O Contrôle das Vendas (Frente de Loja e ERP)

Qualquer sistema de frente de loja, mesmo que não esteja integrado a um ERP, processa a venda por SKU e/ou código de barras e/ou código interno. Da mesma forma, registra o valor unitário da venda por produto. Portanto, o próprio sistema de frente de lojas, com as mesmas informações enviadas eletronicamente ao Fisco, já nos fornece informações importantes sobre Vendas.

Quando integrado a um ERP, o SKU poderá ser relacionado ao(s) fornecedor(es) cadastrado(s) para aquele produto, assim como ao seu CUSTO DE COMPRA (e fornecedor) de aquisição da sua última entrada, seus PREÇOS DE VENDA.

3) Segmentação e Inteligência de Dados

A integração no Banco de Dados permite que as vendas estejam relacionadas à classificação mercadológica dos produtos. Logo, poderemos analisar as vendas por Departamentos, secção, categoria, família, etc., assim como por fornecedor.

Além disso, estas vendas poderão ser distribuídas no tempo: por hora, dia, semana, quinzena, mês, trimestre, etc.. No caso de haver mais do que uma loja, também teremos o contrôle das vendas em cada uma delas, com as mesmas segmentações referidas acima.

4) A Gestão das Despesas e a importância de Orçamentos

No caso das despesas, será necessário um mínimo de organização na Contabilidade, através de um plano de contas bem desenhado, com contas Sintéticas e Analíticas capazes de classificar por Centros de Custos. Quanto maior for o rigor na apropriação contabilística de cada despesa, maior será a confiabilidade e utilidade destas informações, tornando possível montar um orçamento realista e gerir o fluxo de despesas com precisão. Quanto mais integrado estiver o ERP com a Contabilidade, mais rapidamente obteremos estas análises de desempenho.

Mas, enquanto não dispusermos de um orçamento formal para as despesas, poderemos acompanhá-las numa folha de cálculo de contrôle diário, a partir das saídas de caixa. Se for desejável, é possível duplicá-la para registar saídas de caixa EXTRAORDINÁRIAS, IMOBILIZAÇÕES, etc..

5) O Desafio do Lucro Bruto e o LBF

Na atualidade, diversos ERPs estão à disposição dos supermercadistas a custos razoáveis e com muita confiabilidade. Uma futura reforma tributária deverá reduzir a complexidade da sua eventual implantação, seu impacto financeiro (SPLIT PAYMENT) assim como erros e falhas na apropriação dos tributos a pagar.

Resta, pela sua complexidade, o contrôle do CMV (Custo da Mercadoria Vendida) ou do LUCRO BRUTO. No entanto, este tema será tratado em materiais específicos, onde serão abordados os conceitos de LBF (Lucro Bruto de Feirante) e de Quebras/Perdas.

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